Por causa da COVID-19, as empresas foram forçadas a adotar o trabalho remoto para não parar seus negócios e proteger a saúde de seus funcionários. 

Esse cenário inaugurou uma nova forma de trabalho, comunicação e colaboração. Desde então, o home office passou por diferentes fases, cada uma marcada por desafios, adaptações e aprendizados diferentes. 

Vamos relembrar essa evolução até chegar ao atual momento.

1. Fase de adaptação emergencial (março de 2020 a junho de 2020)

Nos estágios iniciais da pandemia, muitas organizações foram pegas de surpresa e tiveram que implementar o trabalho remoto de forma rápida e emergencial. 

Os funcionários precisaram ajustar suas rotinas e ambientes de trabalho para operar remotamente. Houve uma dependência de ferramentas de comunicação online, como Zoom, Microsoft Teams e Slack, para manter a colaboração e a coesão das equipes. 

As empresas também tiveram que lidar com questões de segurança cibernética e infraestrutura de TI para garantir que os dados confidenciais permanecessem protegidos em ambientes remotos.

2. Fase de otimização e aprendizado (julho de 2020 – dezembro de 2020)

Conforme as semanas e os meses se passavam, as organizações começaram a se adaptar ao trabalho remoto. 

Nesta fase, houve um foco maior na otimização de processos e na implementação de políticas mais estruturadas para apoiar os funcionários em suas casas. 

As empresas investiram em treinamento e capacitação para seus colaboradores trabalharem à distância de forma eficaz . 

Além disso, surgiram práticas de autocuidado e bem-estar para ajudar os funcionários a lidar com o estresse e o isolamento.

3. Fase de consolidação e flexibilidade (janeiro de 2021 a setembro 2022)

Nesta fase, houve uma consolidação das práticas e políticas estabelecidas durante as fases anteriores e parecia que esse seria o modelo consolidado. 

As empresas reconheceram os benefícios do trabalho remoto, como a redução dos custos operacionais e a capacidade de recrutar talentos globalmente. 

Conforme a vacinação se expandiu e a pandemia foi, aos poucos, controlada, novos arranjos de trabalho surgiram, com muitas empresas adotando modelos híbridos (que combinam trabalho remoto e presencial). 

Em 2021, o relatório da Microsoft apontou que 66% dos líderes já planejavam um redesenho dos espaços corporativos para se adaptar às novas formas de trabalho. Mas…

4. Sinal de alerta para o trabalho remoto (Setembro 2022 a janeiro de 2023)

Uma pesquisa do LinkedIn acende uma luz amarela para o modelo remoto: 82% dos executivos C-Level entrevistados afirmaram estar preocupados que o cenário econômico mundial reflita em um retrocesso nas políticas flexíveis das empresas. 

Outro dado chama atenção. Em abril de 2022, cerca de 20% das vagas publicadas no LinkedIn eram de trabalho remoto. Em setembro, o número caiu para 15%. 

Para especialistas, neste momento as lideranças não têm um consenso sobre a decisão de voltar ao presencial ou manter o home office em definitivo.

5. Chefes e funcionários não se entendem (janeiro 2023 a janeiro 2024)

Em janeiro de 2023, uma nova pesquisa publicada na Harvard Business Review traz outra perspectiva sobre o tema.

Mais de 30% dos gestores acreditam que os funcionários que trabalham em casa reduzem entre 5% e 15% sua produtividade. Do seu lado, 40% dos funcionários defendem que o trabalho remoto aumenta a produtividade em 10% a 35%. Opiniões bem diferentes.

O meio do caminho é o trabalho híbrido. Nesse caso, o funcionário pode escolher 2 a 3 dias fixos em que vai ao escritório, inclusive considerando quando pode gastar menos tempo no deslocamento. 

Nos dias presenciais, é importante levar em conta as atividades como reuniões, treinamento, atividades em grupo e eventos em que são indispensáveis à presença. 

As empresas perceberam que algumas funções podem ser mais produtivas quando realizadas no trabalho remoto enquanto outras necessitam da presença física.

6. Momento atual: volta ao escritório

Uma pesquisa da Bloomberg News mostrou que, mesmo entre os profissionais que realizam o trabalho remoto (50%), há a percepção de que ele pode prejudicar o desenvolvimento da carreira. 

Já são quatro anos desde que as empresas foram obrigadas a fechar seus escritórios. Neste momento, o que se vê são demissões de equipes em home office e a redução de políticas direcionadas ao trabalho remoto. 

Mas isso não significa que os profissionais não gostam da flexibilidade. 63% dos trabalhadores empregados afirmam preferir trabalhar em casa, se pudessem escolher. 

Assim, mais um capítulo dessa história começa a ser escrito. 

O que começou como uma adaptação emergencial rapidamente evoluiu para uma nova forma de trabalho mais flexível e sustentável. Mas a posição dos líderes das empresas se mostra contrária ao formato fora dos escritórios. 

As empresas vão voltar atrás e criar nova estrutura que dê segurança para o desenvolvimento profissional dos colaboradores à distância ou todos devem voltar rápido ao presencial?

Um ponto que salta aos olhos, principalmente a partir das novas gerações que começaram suas trajetórias profissionais no isolamento, é que a presença no escritório traz habilidades fundamentais para toda a carreira como relacionamento interpessoal, colaboração e comunicação. Questões fundamentais para quem se relaciona com clientes, por exemplo. 

Nesse momento, há um retorno em massa dos trabalhadores e, em parte dos casos, a consolidação do trabalho híbrido. 

O contexto pede que o profissional saiba dividir as tarefas que podem ser feitas em casa e aquelas que, necessariamente, demandam sua presença com os colegas na sede das empresas. 

Mas isso não parece significar que aqueles que aprenderam a trabalhar a distância durante esses anos e se acostumaram a não enfrentar o trânsito diário vão desistir do home office.

O que você acha que vem por aí?

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