Poucas coisas tiveram momentos tão diferentes nos últimos anos como o trabalho remoto. 

De uma hora para outra, a necessidade do confinamento se impôs e o home office que ainda era discutido de forma discreta no mercado, foi generalizado. Inclusive, novas leis foram criadas para adequar o formato ao novo cenário. 

Com o passar do tempo e a volta da normalidade, apareceram indicativos de que havia uma diferença de expectativa entre os profissionais e as empresas. Agora, essa rachadura está exposta. 

O movimento de volta aos escritórios se acentuou. Enquanto diferentes pesquisas apontam que a flexibilidade do trabalho híbrido é uma prioridade para a maioria dos profissionais, estudos e relatórios mostram que só uma pequena parte pode contar com esse benefício. 

Mas o que esperar daqui em diante? Como gerenciar as diferentes visões sem que haja prejuízos para profissionais e empresas? Abaixo, listamos alguns pontos que devem ser considerados antes de uma tomada de decisão. 

Respeite o contexto

A eficácia do trabalho remoto varia de acordo com o setor ou as funções dos funcionários. Portanto, nem todas as empresas podem adotá-lo da mesma forma.

Saber ouvir 

O primeiro passo que as empresas podem dar é entender o cenário interno. A Serasa Experian, por exemplo, fez uma pesquisa com seus 5 mil funcionários e estabeleceu diferentes modelos: totalmente remoto, totalmente presencial ou híbrido. A partir daí, a distribuição foi feita de acordo com a demanda dos colaboradores e as necessidades da empresa. 

Ainda é um diferencial

Mesmo com a volta em peso aos escritórios, as organizações devem ter em mente que sob o ponto de vista dos profissionais, o trabalho remoto ainda é um diferencial para aumentar a atratividade e reduzir o turnover.

Experiência acumulada

Aproveitar o trabalho que já foi feito é sempre uma opção. Quando o trabalho remoto se massificou, muitas empresas desenvolveram processos e políticas mais eficazes para se encaixar ao formato. Aprimorar essas medidas e criar outras opções de flexibilidade são opções para atender às diferentes expectativas. 

Benefícios para os dois lados 

Tanto funcionários quanto empregadores podem ganhar com o trabalho remoto. Economia de tempo de deslocamento, maior flexibilidade e, em alguns casos, redução de custos operacionais. Cabe à empresa avaliar os prós e contras de contar com esse formato. 

É possível que, entre idas e vindas, o trabalho remoto ganhe mais espaço do que temos visto hoje. Ao mesmo tempo, parece certo de que ele não voltará a ser generalizado como foi anos atrás. 

Gestores de recursos humanos e os próprios profissionais já perceberam que trabalho remoto não funciona para todos. O desafio de cada empresa é conquistar um equilíbrio entre o que seus funcionários buscam com eficiência e os resultados que a empresa precisa. 
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