As tendências de RH para o segundo semestre de 2023

Se você é da área de Recursos Humanos, já percebeu que o mercado está em plena evolução. A todo momento, acompanhamos novas dinâmicas organizacionais, avanços tecnológicos e necessidades de adaptação da força de trabalho. 

Conforme chegamos ao segundo semestre de 2023, algumas tendências prometem moldar a maneira como as empresas abordam a gestão de pessoas e aprimoram suas práticas de recrutamento, seleção e outras partes essenciais do RH. 

A queda no desemprego mostra o mercado de trabalho mais consistente, o que vai exigir das empresas ainda mais especialização e conhecimento do mercado para contratar. Confira essa e outros pontos que os gestores de RH devem lidar a partir de agora:

Dificuldade para contratar profissionais qualificados

Ainda que esse seja um desafio quase constante, ele deve se acentuar no segundo semestre de 2023. A oferta de talentos está escassa e não tenha dúvidas: aqueles que possuem capacidade técnica e as habilidades comportamentais necessárias serão disputados palmo a palmo pelas organizações.

O poder aos candidatos

Além do cenário no mercado de trabalho que dá mais condições de barganha para os candidatos, os movimentos que se consolidaram nos últimos anos fortalecem ainda mais a posição de comando dos profissionais. 

A valorização da saúde mental e do bem-estar, somada à conscientização sobre o equilíbrio entre vida profissional e pessoal, faz com que os melhores talentos tenham mais condições de procurar ambientes em que se sintam mais valorizados e que atendam essa nova visão de trabalho. 

A flexibilidade, sempre ela

Não é de hoje que você ouve sobre a importância da flexibilidade e não espere que o tema saia da pauta nos próximos meses. Ainda que a discussão entre os modelos remotos, híbrido e presencial esteja longe de um acordo equilibrado entre boa parte das empresas e dos profissionais, a flexibilidade não vai sair do radar.

Ao mesmo tempo que aumenta o número de empresas que exigem o retorno presencial, há um contingente de trabalhadores que estão dispostos a trocar de emprego para obter a flexibilidade desejada. Em diferentes pesquisas sobre o assunto, os números variam entre 38% a até mais de 50% dos talentos que fazem questão de trabalhar em modelos flexíveis. 

Comunicação da identidade, cultura e valores

Em um mercado tão disputado, terá vantagem quem souber trazer diferenciais que encantem os candidatos. Por isso, uma marca empregadora forte, com valores e um propósito claro fazem a diferença quando as propostas se equivalem em salários e benefícios. 

Entre os temas que os candidatos buscam nas agendas das empresas estão o ESG, a diversidade, a inclusão e, claro, o bem-estar.

Mais rodadas de negociação

Com a possibilidade de mais profissionais dizerem “não” para ofertas de emprego, as organizações devem se preparar para ter mais cartas na manga em eventuais negociações.

A contraproposta tende a ser uma prática mais frequente, tanto para atrair e contratar novos funcionários, quanto para reter os melhores talentos que são sondados por outras empresas. 

O efeito negativo dessa competição de ofertas é o sentimento de insegurança dos recrutadores e dos profissionais. Mesmo com uma contraproposta aceita, a empresa seguirá com o temor de que uma nova abordagem leve um talento embora. Do lado dos trabalhadores, o ambiente de negociação intenso também traz a sensação de uma estabilidade frágil e passageira. 

Estabelecer um plano de carreira transparente, com planejamento e processos claros, ajuda as empresas a não perderem profissionais para o mercado, já que muitos não querem trocar o certo pelo duvidoso. 

Além desses pontos específicos, outras tendências seguirão em alta. A preocupação com o aprendizado contínuo, com o desenvolvimento de novas habilidades, o foco na experiência do funcionário, a inteligência artificial e a automação se mantêm na lista de prioridades dos gestores de recursos humanos. 

Para receber mais dicas siga nossas páginas no Instagram e no LinkedIn. Confira outros artigos no blog da Pyou