Um levantamento feito com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios (Pnad) do IBGE, mostra que no primeiro trimestre de 2023 a idade média da população ocupada é de 39,3 anos. É o maior dado desde 2012, exceto em junho de 2020 quando o estudo foi alterado por conta da pandemia de Covid-19. 

Alterações no crescimento populacional e movimentos do mercado de trabalho explicam essa mudança. Mas de que forma isso vai impactar no futuro das organizações e da economia do país?

Mudança demográfica

O aumento da média de idade dos profissionais está ligado à mudança demográfica do Brasil. Nas últimas décadas, a população envelheceu com a queda na taxa de natalidade e o aumento da expectativa de vida. Com mais idosos na população, é natural que o mercado de trabalho também se altere, com um contingente crescente de profissionais mais velhos na ativa.

Mais saúde e qualidade de vida

Melhores condições de saúde e maior acesso a informações permitiram que as pessoas tenham uma vida profissional ativa por mais tempo. Os profissionais mais velhos estão mais saudáveis e produtivos do que em gerações anteriores. Isso faz com que permaneçam no mercado de trabalho por mais tempo, seja por uma escolha pessoal, seja pela necessidade financeira.

Desafios da geração Z no mercado de trabalho

Outro fator importante é a dificuldade dos jovens para ingressar no mercado de trabalho. Muitos profissionais iniciantes decidiram retomar os estudos e aprimorar suas habilidades para retornar ao mercado mais preparados.  Como resultado, os profissionais mais experientes ocupam as vagas por um período maior, diminuindo as oportunidades para os jovens e elevando a média de idade.

O que esperar lá na frente?

Mais experiência

As empresas tendem a ganhar com profissionais mais experientes. Com conhecimento acumulado ao longo dos anos, eles possuem habilidades desenvolvidas e maior capacidade para lidar com desafios complexos. 

Resistência à mudança 

Por outro lado, a adoção de novas tecnologias e metodologias pode ser um obstáculo para alguns profissionais, especialmente em setores mais dinâmicos e inovadores. Isso pode exigir das organizações mais ações de capacitação e treinamentos.

Superar o etarismo 

Apesar do aumento da idade média, o preconceito com profissionais mais velhos no mercado de trabalho existe. Para evitar problemas a médio e longo prazo, as empresas podem adotar políticas de valorização da diversidade etária, com a inclusão de profissionais de diferentes idades e experiências.

Sucessão e renovação

Com o envelhecimento da força de trabalho, surge a necessidade de planejar a sucessão nas empresas e garantir a renovação constante do quadro de funcionários.

Consequências para o país

Ao analisar esse fenômeno, especialistas apontam que o Brasil pode ter desperdiçado o que se chama de “bônus demográfico”. Ele acontece quando a expectativa de vida aumenta e a taxa de natalidade não diminui tanto. 

Com mais gente disponível no mercado, esse bônus é a tempestade perfeita para um crescimento da economia. No entanto, o Brasil não repetiu o sucesso de outras economias como Japão e Coréia do Sul. 

Em contrapartida, é preciso se preparar para enfrentar um problema que os países na mesma situação já enfrentam. Projeções indicam que a população em idade ativa deve diminuir a partir da próxima década, o que vai sobrecarregar o sistema previdenciário e as contas públicas. 

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