Com o objetivo de entender a melhor forma para as empresas e profissionais se adaptarem para o futuro do trabalho, o LinkedIn fez um relatório em que mapeou as demandas para 2023 em 27 países, incluindo o Brasil.

Para facilitar a sua vida, destacamos os principais pontos do documento. São três fatores principais para que os gestores e líderes de pessoas levem para suas organizações e ajudem no crescimento em meio a um mercado ainda cheio de incertezas. 

Investir e incentivar o aprendizado e, consequentemente, o desenvolvimento de carreira é o principal objetivo dessa jornada. 

RH é mais relevante do que nunca

Quando se pensa no sucesso das empresas, o papel do RH tem ganhado cada vez mais importância. De acordo com a pesquisa do LinkedIn, 82% dos líderes concordam que a função de recursos humanos se tornou mais decisiva do que nunca para as empresas evoluírem.

Além disso, 83% das organizações desejam construir uma cultura voltada para as pessoas. Neste contexto, conciliar as necessidades das empresas com as demandas dos profissionais é uma das funções estratégicas mais decisivas da área de recursos humanos. 

Com isso, as empresas buscam superar aquele que pode ser o principal desafio: a permanência dos talentos. De acordo com o estudo, 93% das organizações se preocupam com a retenção dos seus funcionários.

O que os profissionais desejam e o que as empresas precisam

De maneira geral, os profissionais querem o desenvolvimento de suas carreiras. Por isso, o aprendizado contínuo é uma das estratégias mais eficientes para fazer com que os profissionais consigam suprir as suas necessidades, enquanto a empresa é capaz de se movimentar com agilidade para se manter competitiva.

Em um cenário de incertezas, as organizações não serão capazes de eliminar todas as dúvidas que passam pela cabeça de seus profissionais, mas podem minimizar a insegurança.

Investir no desenvolvimento de novas habilidades e nas competências fundamentais para o futuro do trabalho é uma das medidas que traz benefícios para empresas e funcionários. Dentre as habilidades que as empresas mais necessitam, estão aquelas mais ligadas ao comportamento humano como gerenciamento, comunicação, liderança e trabalho em equipe. 

Para o RH, é fundamental alinhar os programas de aprendizado dessas habilidades com os objetivos de negócio das empresas. Mas, para isso, é necessário antes criar uma cultura de aprendizado nas organizações, além de oferecer treinamentos e programas de desenvolvimento para, assim, aumentar a capacidade de retenção dos colaboradores. 

Além de salário, benefícios e flexibilidade, entre os fatores mais decisivos para um profissional buscar um novo emprego estão os “desafios e impactos do seu trabalho”, “oportunidades de crescimento dentro da empresa” e “oportunidades para aprender e desenvolver novas habilidades”. 

Mudança de habilidades

Se ainda há alguma dúvida sobre quando falamos das transformações do mercado de trabalho, um dado da pesquisa deixa a questão mais evidente: desde 2015, 25% das habilidades listadas para as vagas no LinkedIn mudaram. Até 2027, espera-se que esse número seja o dobro. 

Preparar os profissionais para que possam adquirir novas habilidades é essencial. E isso precisa acontecer de forma ágil. Por isso, criar incentivos para o desenvolvimento de novas habilidades e programas de reconhecimento facilitam que a cultura de aprendizado se espalhe em toda a organização. 

Especialistas defendem que, muitas vezes, os profissionais com mais facilidade para aprender são aqueles que possuem os maiores índices de produtividade e acabam disseminando o conhecimento adquirido para toda a empresa. Ou seja, para a evolução de carreira de um profissional, a capacidade de aprendizado pode ser considerada como uma métrica especial. 

Além disso, programas de upskilling e mobilidade interna ganham cada vez mais espaço. De acordo com o estudo, em 2023 54% das empresas já estão com programas de reskilling e upskilling em funcionamento. 

Estabelecer testes comportamentais que permitam orientar e movimentar os profissionais da empresa, além de programas de identificação de liderança são medidas que facilitam a mobilidade interna que, sem dúvida, pode ser uma aliada não só para a evolução de carreira dos profissionais como também para a agilidade das organizações. 

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