A rotatividade (turnover) é um dos principais desafios para a gestão de recursos humanos. De acordo com estimativa divulgada pelo LinkedIn, a baixa retenção de funcionários chega a custar um trilhão de dólares nos EUA. 

Atualmente, fatores como a baixa permanência da geração Z nos seus postos de trabalho dificultam ainda mais a melhoria da retenção e do engajamento. Mas pequenas ações, muitas delas que não necessitam de grandes investimentos, são capazes de promover mais pertencimento, confiança e motivação. 

É importante lembrar que algumas práticas como o pagamento justo de colaboradores, bons benefícios, além de uma comunicação efetiva e transparente seguem essenciais para a manutenção dos melhores profissionais. 

Abaixo, listamos outras possibilidades para você implementar em sua organização.

O fator feedback

O sentimento de que o profissional participa das decisões da empresa, principalmente naquelas que influenciam o seu dia a dia, é decisivo para aumentar o engajamento e a permanência.

Quando se fala em feedback, os gestores precisam ter em mente que para alcançar os efeitos desejados é preciso considerar as duas fases do processo: primeiro, escutar os funcionários. Em seguida, criar ações baseadas naquilo que as pessoas levaram nas pesquisas de opinião. 

Desenvolvimento de carreira  

Uma pesquisa do LinkedIn aponta que 94% dos colaboradores de uma organização permaneceriam mais tempo nas organizações se pudessem ter mais chances de aprendizado. O número retrata uma das mudanças na busca pelo trabalho.

Mais do que pagar contas, as pessoas desejam trabalhar em um lugar que seja capaz de torná-las melhores profissionais em um sentido mais amplo. O aprendizado contínuo é essencial para a evolução profissional.

Por isso, entender de que maneira os funcionários pretendem se desenvolver na carreira ajuda na retenção. Os líderes podem realizar reuniões bimestrais ou trimestrais com os colaboradores para conhecer seus desejos profissionais e, quando possível, implantar mudanças que sejam benéficas para o profissional e a empresa. 

Mobilidade interna

Como consequência do desenvolvimento de carreira (e do custo e da dificuldade de encontrar talentos), programas de mobilidade interna se tornaram fundamentais para aumentar a retenção de talentos.

Neste caso, não se trata apenas da promoção de profissionais, mas também de realocação. As constantes mudanças do mercado de trabalho, a criação de novas áreas e a necessidade de novas habilidades favorecem a mobilidade interna.

Dessa forma, é possível investir em programas de reskilling e upskilling para que os funcionários possam se adequar a novos desafios ou aprimorar habilidades para dar conta de novos cargos. 

Uma nova forma de liderança

Um dos principais motivos que levaram os líderes à demissão em 2022 foi que, embora eles tivessem as qualificações técnicas, não foram capazes de lidar com as pessoas de forma empática e pessoal.

Os treinamentos ajudam os líderes na prática de uma nova forma de gestão, mais receptiva e sem redução da eficiência. Programas de identificação e formação de novos líderes para a sucessão de cargos nas empresas é outra forma de desenvolver lideranças mais sintonizadas com as demandas do mercado atual. 

Bem-estar e propósito

Aqui estão duas das tendências que geram o maior número de interpretações equivocadas. O propósito não significa renúncia à produtividade e aos resultados. Na verdade, o que as pessoas querem é que seu trabalho tenha um impacto maior do que apenas colaborar para o lucro das empresas.

Uma das ações possíveis é criar estratégias de comunicação interna e até nas redes sociais que mostram como sua atuação na empresa tem efeitos positivos na vida das pessoas. Por exemplo: quando um profissional de uma instituição financeira faz bem o seu trabalho ele ajuda clientes que estão criando seu próprio negócio ou em busca da realização de um sonho como ter uma casa.

Em relação ao bem-estar, a ideia não é transformar o escritório em uma colônia de férias. O principal é as empresas oferecerem um ambiente propício ao equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. Por exemplo: incentivar que funcionários tirem suas férias.

Um estudo na Harvard Business Review mostrou que os períodos de descanso estão diretamente relacionados ao sucesso no trabalho. Se for possível oferecer benefícios de ginástica, cuidados com saúde mental e outras ferramentas que estimulem a saúde dos profissionais, a retenção e o engajamento certamente vão melhorar. 

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