A disputa para atrair e recrutar os melhores profissionais entrou em uma nova fase nos últimos anos. Com os efeitos causados pela pandemia no mercado de trabalho e na vida das pessoas, novos parâmetros que medem a satisfação do funcionário entraram na pauta. 

O salário e benefícios como vale transporte e alimentação não são mais diferenciais. Ao decidir o local em que vai colocar sua energia, o trabalhador busca um pacote que inclui bens materiais, mas também valores de saúde e até emocionais. 

Neste contexto, o EVP (Employee Value Proposition), mais do que uma sigla pomposa, se tornou uma das grandes vantagens competitivas para as empresas. 

O que é o EVP?

Em tradução livre, podemos chamar de Proposta de Valor do Empregado. Mas o principal é entender que o EVP não é singular, seu valor é medido como um pacote em que o profissional enxerga naquela organização uma oportunidade única. 

Mais do que salários e benefícios que podemos chamar de valores imediatos, o EVP aborda questões profissionais de longo prazo, como oportunidades de evolução na carreira e desenvolvimento de habilidades. É a experiência do empregado como um todo.

Além de questões pessoais como o ambiente de trabalho, a empresa deve oferecer condições para o balanço entre vida pessoal e profissional, autonomia ou não para execução de tarefas, um propósito claro e bom relacionamento interpessoal. 

Em vez de funcionários, gente como a gente

A forma mais simples para entender e abordar o EVP na sua empresa está na Pesquisa de Funcionários do Gartner EVP: 82% dos profissionais afirmaram que a organização da qual fazem parte precisa enxergá-los como pessoas e não apenas funcionários.

Assim como o trabalho é uma parte importante da vida de um profissional, o seu bem-estar também influencia em sua produtividade no trabalho. De acordo com a Harvard Business Review, funcionários satisfeitos podem ser até 31% mais produtivos. Já um estudo do Gallup mostra que funcionários felizes contam 50% menos acidentes laborais. 

No fim das contas, estabelecer uma boa proposta de valor deve ser um ciclo em que o ambiente de trabalho estimula a qualidade de vida enquanto o bem-estar oferece mais condições dos profissionais alcançarem seu melhor desempenho. 

É hora de ter um EVP de qualidade

Para começar a montar sua proposta de valor, o gestor pode começar olhando para as questões práticas e materiais: o salário pago é competitivo? 

Atualmente, o principal desafio é estabelecer uma política de benefícios que aumente a satisfação dos funcionários e que, diferencie a organização no mercado. Cada vez mais, benefícios atrelados à saúde, como ginástica, saúde mental e outras políticas de bem-estar têm sido diferenciais na hora do recrutamento. 

Sob um ponto de vista mais amplo, criar um bom EVP demanda uma reflexão mais profunda sobre o posicionamento e a cultura organizacional da empresa. Inclusive, conhecer as tendências globais de atração ajuda a antecipar possíveis demandas que venham dos profissionais que acompanham outros mercados. 

Questões que o EVP levanta

Essa organização respeita e valoriza o trabalho das pessoas? É uma empresa flexível? As pessoas que trabalham nesse lugar podem agir de forma livre, sem precisar esconder quem elas são? Que fatores podem fazer com que um profissional peça demissão?

Ao responder essas questões, com a situação da política salarial e de benefícios, o EVP começa a ganhar forma. No entanto, é importante que a gestão de RH tenha certeza de que a marca empregadora, ou seja, a mensagem que se passa sobre aquela empresa para o mercado precisa estar alinhada à percepção dos profissionais que trabalham ali e do mercado. 

Por isso, realizar pesquisas com os funcionários, sondagens e benchmarking e ainda criar métricas que ajudem a acompanhar o EVP são fundamentais. O RH pode, por exemplo, avaliar o eNPS periodicamente junto com os comentários dos profissionais nas redes sociais e plataformas profissionais. 

O mais importante é a empresa trabalhar para que seu EVP seja único e capaz de despertar a vontade dos melhores profissionais em fazer parte da equipe. 

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