Ensinamentos do layoff para sua carreira

Por Gabriela Balestrin, Country Manager da Pyou

Provavelmente muitos de nós vimos amigos, parentes, conhecidos ou ex-colegas publicando textos se despedindo de seus respectivos trabalhos nos últimos dias. A maioria deles possivelmente relacionada a startups dos mais diferentes níveis – das séries A aos Unicórnios, mas esse efeito não é exclusivo delas ou das empresas de tecnologia.

Inclusive, cerca de dois anos atrás, em janeiro de 2021, tivemos o encerramento das operações produtivas da Ford em Camaçari (BA) e de Taubaté (SP). Na ocasião, estima-se que cerca de cinco mil pessoas tenham sido desligadas.

Obviamente empresas de serviços possuem maior flexibilidade para crescer/reduzir seu quadro de funcionários, então vemos esse movimento com maior frequência nelas do que nas Indústrias. Por isso, elenco abaixo alguns pontos que podem ser questionados ao longo de um processo seletivo e antes de aceitar um novo emprego, para que você embarque em uma empresa com a maior segurança possível.

Qual o objetivo do negócio

Tenha clareza da solução que a empresa oferece ao mercado e faça uma reflexão: é um problema “temporário” – como, por exemplo, os que vivemos durante as fases latentes da pandemia, ou um problema recorrente – que existia anteriormente e possivelmente após esses dois anos as pessoas seguirão enfrentando?

Quem financia o projeto

Startups em fase inicial de captação dependem muito dos investidores. Procure saber mais sobre quais grupos estão participando da expansão e observe as demais empresas que eles financiam. O que aconteceu com elas? Demitiram? Viraram unicórnios? Perpetuaram?

Planejamento de crescimento

Possivelmente na entrevista você ouvirá: “vamos dobrar/triplicar de tamanho em X anos”. Busque entender a estratégia do negócio. Qual será o percurso para atingir esse objetivo? Novos territórios? Novos nichos de mercado? A receita acompanhará o custo desse redimensionamento organizacional? Os investidores farão novos aportes caso a estratégia falhe?

Muitas startups têm suas estratégias pautadas em metodologias ágeis e um dos princípios consiste em “identificar rapidamente erros e acertos”. Ou seja, se um novo produto não performar adequadamente, pode ser descontinuado muito mais rápido. E com ele, os times envolvidos.

Trabalhar em empresas de crescimento exponencial é contagiante e estimulante, mas é também uma decisão que precisa considerar os riscos do negócio, do mercado e da economia, para não acabar precocemente.

Lembre-se disso ao escolher seu próximo empregador.

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