Os números, contas, despesas e investimentos que estão em um orçamento na verdade representam a estratégia de uma empresa. A gestão do RH não deveria ser apenas burocrática.

Cada vez mais, a área de recursos humanos está ligada ao desempenho e aos resultados. Por isso, o planejamento é tão importante. Erros nesse processo levam à falta de recursos para cobrir gastos e impactam negativamente nos resultados. 

Para ajudar você, fizemos um passo a passo para o planejamento do orçamento de recursos humanos com a maior eficiência possível. 

Orçamento anual

A primeira dica é estabelecer um período. Considerar um ano completo ajuda a estabelecer as diferenças de sazonalidade e fazer comparações sobre uma mesma base. Em qual época do ano é preciso mais investimento em contratações? Quando vamos precisar de treinamentos? 

Converse com outros gestores

Um dos desafios para o líder de RH na hora de fazer o planejamento anual é se afastar das demandas rotineiras. Esse distanciamento é essencial para definir as necessidades estratégicas. 

Além disso, o RH é um parceiro de negócios e precisa ter clareza quanto aos objetivos da empresa. É preciso fazer perguntas como: a organização pretende expandir em outras áreas? Quais setores precisam se desenvolver?

Dessa forma, se reunir com outros líderes serve para entender quais os planos, as expectativas e as possíveis mudanças de rota que virão no próximo período. Esse alinhamento entre a gestão do negócio e a área de recursos humanos facilita na hora de colocar na planilha os pontos chaves que vão precisar de mais ou menos dinheiro. 

Acesse todos os dados que tiver à disposição

Todo mundo já deve ter ouvido que nos dias de hoje os dados valem mais do que petróleo. No entanto, muitas vezes esquecemos de considerá-los em nosso trabalho. 

Calcular os índices de rotatividade, o número total de funcionários (headcount), fazer pesquisas salariais, contabilizar e analisar os treinamentos dos últimos anos, ajuda a prever o montante que a empresa precisará investir na área. 

Mas o gestor de RH deve lembrar que os desempenhos passados não se refletem exatamente no futuro. Então, vá para o próximo ponto. 

Projeção de cenários (prepare-se para imprevistos)

É preciso ter atenção às tendências do mercado de trabalho e do negócio da empresa. Assim, fica mais fácil entender quais áreas vão demandar mais esforço do RH, quais habilidades precisam ser desenvolvidas na hora de investir em treinamentos, entre outras variáveis.

Exemplo: para o ano que vem a experiência dos candidatos seguirá como um diferencial competitivo entre as empresas. Então, ao fazer o planejamento é preciso considerar este item como um fator de investimento e, em seguida, entender em que ponto a empresa está nesse processo e onde ela precisa chegar.

O exercício de projetar o futuro ajuda também na hora de sinalizar possíveis imprevistos. Demissões não planejadas, mudanças de rota motivadas por eventos externos podem acontecer e já vimos isso nos últimos anos. 

Então, é preciso contabilizar no orçamento uma proteção para que em uma necessidade a área não fique sem os recursos necessários para entregar os resultados.

Estabeleça métricas e avaliações

Quando você juntar os dados que tem disponíveis com os objetivos de negócio da empresa, terá clareza sobre quais métricas são capazes de avaliar o retorno que a área busca. 

Se o objetivo é reduzir a rotatividade, é possível investir em contratações mais assertivas ao contratar uma consultoria especializada. Mas para saber se uma determinada ação gerou resultados, é necessário comparar os números. 

Por isso, a clareza das métricas é fundamental. Evite definir muitos indicadores. Eles vão exigir mais trabalho e podem distorcer a avaliação dos resultados. O melhor é investir tempo para contar com poucas e boas métricas para cada objetivo estabelecido.

É hora de acompanhar

Nenhum plano pode ser considerado eficiente se não tiver acompanhamento. Essa fase é importante para a prestação de contas e para a manutenção dos compromissos assumidos com as outras áreas da empresa.

Além disso, o acompanhamento também permite o aprendizado contínuo. Entender onde imprevistos surgiram ou de que forma alguns números variaram depois das projeções, vão ajudar a ter um orçamento ainda mais eficiente no próximo ano. 

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