A flexibilidade do home office está em risco?

Em março de 2021, a vice-presidente corporativa da Microsoft Office Modern Workplace Transformation, Emma Williams, afirmou: “o trabalho flexível veio para ficar”

Em meio à pandemia, as empresas precisaram se adaptar ao modelo de trabalho remoto, formato que muitas sequer haviam testado antes de se verem obrigadas a adotar. Em 2021, um relatório apresentado pela Microsoft feito com 31 mil profissionais apontou que 73% preferiam a flexibilidade do home office. 

Sinal de alerta para o trabalho remoto

Ainda que a maioria das pessoas que puderam trabalhar em casa já tenha se acostumado ao formato híbrido, uma pesquisa do LinkedIn acende uma luz amarela para o modelo remoto: 82% dos executivos C-Level entrevistados afirmaram estar preocupados que o cenário econômico mundial reflita em um retrocesso nas políticas flexíveis das empresas. 

Outro dado chama atenção. Em abril de 2022, cerca de 20% das vagas publicadas no LinkedIn eram de trabalho remoto. Em setembro, o número caiu para 15%. Para especialistas, neste momento as lideranças não têm um consenso sobre a decisão de voltar ao presencial ou manter o home office em definitivo. 

O que se pode concluir é que a tendência observada nos dados da pesquisa mostra uma inversão do que se acreditava anteriormente: a de que as políticas de trabalho remoto aumentariam ao longo do tempo. 

Para os profissionais, diminuir a adoção do trabalho remoto afeta outras questões como o desenvolvimento de novas habilidades e o bem-estar dos colaboradores. 

Em 2021, o relatório da Microsoft apontou que 66% dos líderes já planejavam um redesenho dos espaços corporativos para se adaptar às novas formas de trabalho. Como deve ficar esse cenário daqui em diante? 

O que esperar do futuro do home office

Um dos pontos centrais é que mesmo depois da pandemia, uma grande parte das empresas ainda não investiu em estrutura para o trabalho remoto. Esse fato, somado às dúvidas que pairam no cenário econômico global, gera insegurança nos líderes para estabelecer políticas flexíveis. 

No entanto, ainda que haja incertezas nas empresas, os profissionais não mudaram de opinião. A maioria ainda prefere a flexibilidade. Outro levantamento realizado, mostra que 40% dos trabalhadores gostariam de ir ao escritório poucas vezes na semana, enquanto 32% preferem o home office total. 

Essa diferença entre a direção que as empresas tomam com a expectativa dos profissionais pode se tornar um empecilho ainda maior para duas das principais dificuldades das organizações: a retenção e o engajamento de talentos. Tanto no Brasil e ao redor do planeta, as pessoas priorizam as candidaturas que possibilitam o modelo de home office. 

Por isso, aproximar as políticas das empresas com os desejos dos profissionais é uma forma de equilibrar essa equação Especialistas em recursos humanos apontam que muitos líderes ainda se baseiam na falsa segurança de que a presença dos funcionários no escritório aumenta a produtividade. 

Além disso, é preciso levar em conta que muitas empresas se adequaram ao novo formato e vão manter suas políticas de home office, o que as tornarão mais atrativas para os candidatos. 

Ao longo do tempo, a tendência é a de que os líderes que ainda se mostram inseguros para implementar essas mudanças deverão se movimentar para não ficarem atrás da concorrência. Ou seja, apesar do alerta momentâneo, a previsão ainda é de que no longo prazo a flexibilidade não deixará de ser uma prioridade dos profissionais e uma necessidade para as empresas. 

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