Os testes comportamentais ficaram mais importantes

Se a redução da rotatividade passou a ser um desafio ainda maior porque muitos funcionários estão deixando voluntariamente seus empregos, nenhuma empresa pode se arriscar a perder profissionais por conta de comportamentos mal avaliados.

Em um cenário cheio de mudanças, é preciso ter clareza para saber como os colaboradores vão reagir frente às situações. Essas reações são a própria definição de comportamento. Por isso, os testes comportamentais ganham ainda mais importância na hora de contratar ou promover um profissional. 

Muitas vezes, as pessoas são contratadas por suas habilidades técnicas, mas acabam demitidas por suas condutas, mais conhecidas no mercado como soft skills ou power skills, sendo que esta última nomenclatura passou a ser utilizada justamente por causa da relevância dessas habilidades. 

Perfil bom é aquele que se encaixa na cultura da empresa

O perfil de um profissional nada mais é do que as características dominantes de sua personalidade que, no dia a dia, vão definir a maneira como ele vai reagir às situações. 

Identificar o perfil de um candidato é fundamental na hora do recrutamento e seleção, quando há uma promoção, reorganização de estrutura, criação de uma nova área na empresa e ou a (re) definição da estratégia de negócio. 

Todos os perfis trazem fortalezas e fraquezas. O mais importante é saber de que forma eles se encaixam na cultura e nos objetivos de negócio. Por exemplo: se uma empresa busca desenvolver novas soluções e inovar, um perfil idealizador, mas voltado para a criatividade e a visão de futuro são bem-vindos. 

No caso de uma organização que precisa de resultados rápidos, um profissional executor ou que possua uma mentalidade de crescimento acelerado tende a ser o ideal.

Dessa forma, é essencial que antes da aplicação haja uma sintonia fina entre as áreas envolvidas e a consultoria de recursos humanos que vai aplicar os testes. A experiência em diferentes segmentos e mercados também conta a favor para quem fará essa avaliação. 

A partir do momento que o profissional de recursos humanos sabe o que procura fica mais fácil definir as metodologias a serem aplicadas no processo. Abaixo, confira as principais. 

Tipos de testes comportamentais

Um dos mais conhecidos é o teste DISC, criado há mais de 100 anos em Harvard e muito utilizado até hoje. Nele, quatro fatores são analisados: a Dominância ou como esse profissional se posiciona em diferentes situações; a Influência, que identifica como alguém pode liderar uma equipe; Estabilidade, mais voltado para cooperação e trabalho em equipe e, por último, a Conformidade, que indica como o profissional atua frente a normas e regras. 

Outro teste bastante conhecido é o Star, que simula uma situação real e mostra como o profissional atuaria naquele cenário. Star nada mais é do que um acrônimo de Situação, Tarefa, Ação e Resultado. 

Para negócios que precisam se reinventar o tempo todo ou que exigem uma capacidade maior para lidar com a pressão, o Grit Scale ou o teste de Tenacidade é uma alternativa. Além de motivação, ele avalia uma característica muito valorizada em, por exemplo, instituições financeiras: a resiliência.

No caso de empresas que trabalham com crescimento acelerado, como startups que recebem grandes investimentos, é comum a utilização da metodologia Growth Mindset (Mentalidade de Crescimento). 

O Big Five é uma metodologia mais ampla, que pode ser bastante útil em empresas com diferentes áreas de atuação e que precisam de profissionais com perfis variados. Neste teste é possível identificar cinco elementos como a necessidade de estabilidade, a extroversão, a originalidade, a consolidação e a acomodação

No entanto, é importante lembrar que os testes podem ser aplicados juntos com uma mesma pessoa. Assim como os perfis, os testes também possuem pontos fortes e outros nem tanto. Portanto, muitas vezes uma combinação entre eles pode ser a melhor solução.

Outro ponto que deve ser levado em consideração é que qualquer teste é sempre a fotografia de um momento. Ou seja, um profissional pode modelar o comportamento que ele quiser desenvolver para um próximo passo de carreira e os resultados também mudam ao longo do tempo. Alguém que hoje está desmotivado, pode ter um resultado diferente de quando estiver feliz no trabalho em uma nova posição ou com outras funções. 

Importante mesmo é que a empresa tenha claro qual é a sua cultura organizacional, as pessoas que procura para desenvolver e o perfil de líderes que possuem aderência com seus valores e que vão proporcionar o melhor ambiente para o crescimento dos negócios e o engajamento dos funcionários.

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