Qualquer pessoa que navegue pelo LinkedIn dificilmente passa um dia sem ver este tipo de publicação: um profissional que inicia seu trabalho posta seu kit de boas-vindas recebido da nova empresa, com uma mensagem animada. 

Para a organização é uma exposição positiva, que ajuda a destacar o poder de sua marca empregadora. Mas por trás dessa imagem há outras razões que fazem com que o kit de boas-vindas tenha se tornado tão importante nos últimos tempos. 

A importância do onboarding

Embora o destaque quase sempre fique com o kit de boas-vindas, o processo de onboarding vai muito além disso. Ele é um processo de iniciação capaz de manter uma equipe motivada e reduzir a rotatividade, dois dos principais desafios das empresas. O primeiro porque está diretamente ligado à produtividade e o segundo porque evita prejuízos para as organizações. 

Contar com um processo eficiente de onboarding é uma forma de integrar mais rápido um novo funcionário. A sensação de pertencimento faz com que o profissional se identifique com o novo trabalho, se sinta mais seguro e confortável em seu desafio e estimule o engajamento desde o início de sua atividade. 

Movimento se fortaleceu depois da pandemia

De acordo com reportagem do Valor Econômico, o investimento médio por funcionário em um kit de boas-vindas dobrou em relação ao valor pré-pandemia. Um dos motivos para essa tendência é que o aumento do trabalho remoto, exige um esforço maior das organizações para desenvolver um relacionamento à distância mais duradouro com os colaboradores. 

Como foi dito acima, o Kit de boas-vindas é uma forma de reduzir o desligamento precoce de um funcionário. Ou seja, o que à primeira vista parece um gasto das empresas, na verdade é um investimento na retenção de funcionários, já que com a flexibilização do trabalho, o entra e sai pós-pandemia se tornou mais comum especialmente entre os mais jovens e, assim, fica cada vez mais difícil montar boas equipes. 

A cultura e os valores das empresas

Outro motivo que trouxe mais notoriedade para os kits de boas-vindas está ligado ao posicionamento. Além de presentear o funcionário, o kit tem a missão de transmitir uma mensagem que deve estar ligada à cultura organizacional da empresa.

Algumas companhias oferecem kits ligados ao trabalho remoto, como canecas, garrafas d’água, fones de ouvido e até meias soquetes, com o objetivo de oferecer mais conforto para quem vai trabalhar em casa. Outras, procuram ressaltar valores de sustentabilidade, com kits feitos a partir de materiais reciclados ou até mesmo plantas para serem colocadas nas mesas de trabalho. 

Além dos mimos, muitas vezes o kit de boas-vindas inclui o manual do funcionário, onde ele já encontra as principais informações sobre a rotina da empresa, além de conhecer os benefícios, medidas de segurança e outras instruções que vão facilitar sua adaptação ao novo ambiente. 

É só o começo

Ainda que seja um facilitador no processo de integração de novos funcionários e funcione para divulgar a empresa nas redes sociais, é fundamental entender que o kit de boas-vindas é só o primeiro passo para concretizar um bom relacionamento entre a empresa e o funcionário. 

Depois da euforia do início, é necessário ter uma comunicação clara e aberta, principalmente para aqueles que trabalham remotamente, manter uma rotina de feedbacks e estimular o relacionamento interpessoal para fortalecer o sentimento de equipe. Com isso, a integração de um novo funcionário será mais efetiva e vai contribuir para a produtividade das empresas.  

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