O uso da tecnologia nas relações de trabalho já era um processo em curso quando a pandemia chegou. A partir daí, a transformação que seguia em uma cadência passo a passo, acelerou bastante.

A digitalização na estruturação das equipes e do dia a dia, no engajamento de colaboradores, na retenção e na busca por talentos é o que se chama de RH 4.0. Essa mudança trouxe mais agilidade a processos como avaliações, assinaturas de documentos, folha de pagamento, gestão de pessoas, avaliação de performance, entre outras coisas.

Apesar dos benefícios de tornar o RH muito mais ágil, com mais velocidade e praticidade em processos, a tecnologia também traz desafios para os gestores de recursos humanos que, mesmo apesar da resistência de alguns líderes, já não podem mais ficar sem ela.

O principal desafio 

Quando se fala de tecnologia e trabalho, muitas vezes agimos como se as inovações técnicas surgissem para substituir a atividade humana. Um erro, principalmente quando se fala em recursos humanos. 

Por isso, o desafio mais complexo da gestão de pessoas é manter o equilíbrio entre digitalização e humanização. Na verdade, o que se espera é que o tempo reduzido pela tecnologia em processos rotineiros e burocráticos seja revertido em trabalhos para o desenvolvimento dos funcionários.

Inclusive, para aprimorar o uso das tecnologias para as necessidades de cada empresa, é preciso estimular a criatividade, uma habilidade que a inteligência artificial ainda não consegue replicar. 

Utilização de dados e capacitação

De acordo com uma pesquisa da McKinsey, 98% dos líderes de RH entrevistados desejam direcionar a abordagem da experiência dos funcionários de forma mais dinâmica. A personalização das relações do trabalho amplia a visão para questões como diversidade, inclusão e o engajamento dos colaboradores à visão e ao propósito da empresa

O uso dos dados também é fundamental para a tomada de decisão. Além disso, traz mais possibilidades para os gestores criarem estratégias de melhoria do engajamento e da produtividade dos profissionais da empresa. 

No entanto, essa urgência de adaptação às ferramentas de inteligência artificial e data analytics não permitiu que os profissionais da área pudessem parar para utilizar essas novas tecnologias da melhor forma ou até mesmo que tivessem tempo suficiente para dominar essas ferramentas.

Por isso, a capacitação contínua para novas tecnologias e o desenvolvimento de modelos específicos de uso para cada empresa devem ser olhados com cuidado redobrado pelos gestores a partir de agora. 

Os modelos de trabalho

Foram rápidas transformações. Do presencial para o home office. Do home office para o híbrido ou para o anywhere office. As contratações também passaram a ser online, assim como a gestão à distância dos colaboradores.

Contar com tecnologias de gestão de tempo que permitam dar autonomia aos funcionários, trazer segurança para as empresas e não atropelar as regras de privacidade estão entre esses desafios. 

No caso da contratação online, sem dúvida contar com todos os documentos e processos armazenados na nuvem, evitar o deslocamento do candidato e do recrutador e controlar melhor o tempo de cada processo são benefícios. O desafio está em manter uma experiência de contratação humanizada, assertiva e segura para candidatos e empresas. 

Até onde a tecnologia vai

Mais do que saber como usar a tecnologia, os líderes de recursos humanos também precisam entender até onde é saudável o uso das ferramentas digitais. 

Processos mais sensíveis, como integração de novos colaboradores e desligamento merecem atenção extra. Nessas etapas, o uso de tecnologia não pode atrapalhar o nível de atenção e cuidado que um profissional necessita nesses momentos. Para muitos especialistas e gestores, esses são momentos que ainda merecem ser tratados presencialmente ou apenas em parte com auxílio da tecnologia.

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