Uma definição realista sobre o propósito nas empresas

É comum surgir uma onda em cima de uma palavra. Muitas vezes, novos termos são tendências que aparecem como solução para problemas que realmente existem. Porém, com o uso exaustivo, algumas dessas definições correm o risco de terem seu verdadeiro significado distorcido. 

A definição de propósito

A palavra propósito tem duas definições na língua portuguesa, com uma pequena diferença. Uma delas é “intenção”, “projeto”. A outra é “objetivo”, “finalidade”. No mundo corporativo, o propósito muitas vezes transita entre esses sinônimos. Às vezes, é um objetivo. De fato, existe um projeto da empresa para chegar em um determinado lugar. A outra, fica um pouco atrás, é mais uma intenção. Pode ser que dê, mas pode não dar também. Geralmente esse é o propósito que fica na promessa ou aquele que termina no marketing. 

A importância do propósito

Longe de ser um passe de mágica, estabelecer e difundir um propósito nas organizações nada tem de abstrato. As vantagens são reais e podem ser quantificadas. Empresas que trabalham com um propósito bem definido contam com equipes mais engajadas, possuem mais facilidade em atrair e reter talentos, tendem a inovar mais e, claro, são mais lucrativas. 

Uma pesquisa da PwC mostrou que para 79% dos líderes o propósito é fundamental para o sucesso comercial e a existência de uma organização. No entanto, apenas 34% usam o propósito como um guia na tomada de decisões de liderança. 

Na liderança o propósito também caminha entre suas duas definições possíveis. Para alguns, é um projeto enquanto, para outros, apenas uma (boa) intenção. 

Por que ter um propósito?

Por muito tempo, só se pensava o trabalho sob uma visão puramente pragmática, na qual o profissional vende seu trabalho em troca de um salário. E só. 

Com o tempo, as pessoas passaram a buscar novos significados na atividade profissional. A linha que antes dividia claramente a vida e o trabalho se tornou mais fina e, assim como no lado pessoal, quem trabalha também deseja se sentir realizado. É uma necessidade humana, como explicaria Maslow em sua pirâmide.

A partir do momento que um profissional enxerga que seu trabalho pode render uma remuneração, mas que nele também é possível conviver com pessoas que admira, em um ambiente em que se desenvolve, evolui e onde se sente valorizado, certamente essa pessoa terá mais convicção e motivação em suas metas. Consequentemente, estará mais propensa a entregar melhores resultados. 

Porém, uma coisa precisa ser sublinhada: trabalhar com propósito não significa que você vai deixar de fazer uma planilha ou o relatório que não gosta e que é essencial para compreender se seus objetivos estão sendo atingidos. Ter propósito não é tirar do caminho as partes difíceis do trabalho, tampouco ter apenas dias alegres no trabalho. 

O que as empresas devem fazer sobre o propósito? 

Para que a empresa saia da intenção para a prática, é preciso despertar o sentido de conexão nos funcionários. Para isso, algumas perguntas devem ser respondidas (por meio de pesquisas e processos estabelecidos, como um exercício recorrente mesmo).

Por que o que seu trabalho nesta organização é importante para nós? Como este profissional contribui diretamente para atingir nossos objetivos? Qual a nossa visão da organização? De que forma nosso trabalho impacta a sociedade?

Exercitar o propósito organizacional é fundamental para provocar o sentimento de que os profissionais da empresa têm razões para fazerem bem o seu trabalho que vão além das necessidades básicas. 

Bons propósitos não precisam ser sofisticados com objetivo de abraçar o mundo. Mas devem criar uma capacidade de conexão entre as pessoas e estimular o trabalho coletivo. E, claro, bons propósitos só existem quando são postos em prática. 

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