No último artigo falamos da importância da motivação e como é possível desenvolvê-la no ambiente de trabalho. Mas é preciso ressaltar que para contar com profissionais motivados outras necessidades devem ser atendidas. Algumas são básicas, outras nem tanto.

Na década de 1950, o psicólogo norte-americano Abraham H. Maslow desenvolveu uma teoria que hierarquizou as necessidades humanas. De lá para cá, a pirâmide de Maslow foi utilizada em diversas frentes, no marketing, nas vendas e na gestão de pessoas. É esta última aplicação, de acordo com as novas necessidades profissionais, que veremos adiante. 

Comece pelo básico

Na base da pirâmide estão as necessidades fisiológicas e as de segurança. A primeira diz respeito àquilo que nos mantém vivos: comer, respirar, dormir. Porém, as necessidades de segurança é onde a empresa influencia diretamente na satisfação das pessoas. 

Em um cenário de desemprego alto, só o fato de ter um emprego já significa mais segurança. Agora, se o trabalho oferece plano de saúde e estabilidade, melhor ainda. Para ir além e se diferenciar no mercado, ter um plano de carreira transparente é outro ponto que colabora para atender essas necessidades. Poder se planejar para o futuro é um diferencial e tanto e, sem dúvida, impacta na motivação de qualquer profissional.

Somos todos sociais

No terceiro nível da pirâmide, entramos um pouco mais nas questões emocionais. Aqui a cultura organizacional da empresa exerce um papel decisivo. Ela pode ser trabalhada tanto no âmbito da gestão de pessoas como também para desenvolver a marca empregadora da empresa (marketing). 

Uma organização que preza pela diversidade, demonstra respeito a diferentes grupos sociais que se sentirão mais confortáveis no trabalho, se ela consegue desenvolver um bom relacionamento entre líderes e subordinados a vantagem é ainda maior. Por isso, é fundamental realizar pesquisas periódicas para medir um conceito chave que atende essas necessidades: o clima organizacional. 

Reconhecimento (dentro e fora da empresa)

No penúltimo degrau da pirâmide está a necessidade de autoestima. Sentir-se valorizado é uma necessidade de qualquer pessoa, seja por suas habilidades técnicas, seja por suas qualidades pessoais. 

O reconhecimento precisa existir com certa frequência e a prática do feedback é uma dessas maneiras. Premiação por resultados é uma forma mais tradicional de reconhecimento. Hoje, o encorajamento para errar e encontrar novas soluções também facilitam a inovação e, consequentemente, a sensação de reconhecimento. Principalmente quando o funcionário percebe que seu trabalho influenciou de alguma forma em uma decisão importante ou nos objetivos de negócio da empresa. 

Quando levamos em conta as mudanças no ambiente de trabalho, o grande desafio nesta etapa está em valorizar e reconhecer o que é feito à distância. O teletrabalho sem dúvida pode ser um aliado para suprir as necessidades básicas ao aumentar a qualidade de vida. Por outro lado, ele pode ser um empecilho nas relações sociais, que também são essenciais para a satisfação das pessoas. Então, criar formas de estreitar laços e promover o reconhecimento de quem está fora do escritório faz a diferença.

Autorrealização é tudo isso e mais um pouco

Conseguir pagar as contas, planejar-se para o futuro e trabalhar em um ambiente agradável é tudo o que perseguimos em nossas carreiras. Mas há também outro ponto importante que, em diversos sentidos, está ligado a uma palavra-chave que as empresas propagam atualmente: o propósito. 

Há duas formas de entender esse propósito. A primeira vai além do lucro e diz respeito sobre como o negócio da empresa está inserido dentro de um contexto pessoal e como a pessoa se relaciona com isso. Ela precisa se sentir realizada com o que a organização da qual ela faz parte, digamos, devolve para a sociedade e para ela mesma.

Neste segundo ponto, é essencial que as pessoas possam sentir que seu trabalho agrega valores e experiências capazes de fazê-la evoluir na carreira, na profissão e também na vida pessoal. Oferecer possibilidades de crescimento, de ampliar o conhecimento e de desenvolver relacionamentos para o resto da vida são formas concretas de autorrealização e sem dúvida fortalecem a capacidade de atração e retenção de talentos. 

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