As habilidades que os recrutadores procuram na alta gestão

Se a única coisa que uma empresa tem a oferecer é a pressão por resultados, a chance de dar errado é grande. Por isso, as habilidades que os recrutadores têm buscado em profissionais de alta gestão, vem mudando ao longo do tempo.

Mais do que falar três idiomas ou demonstrar vasto conhecimento técnico sobre o setor, esses profissionais precisam contar cada vez mais com qualidades emocionais. Suas experiências devem estar alinhadas com aquilo que as empresas mais necessitam nos tempos de incerteza em que vivemos: capacidade de adaptação e transformação do ambiente de trabalho. 

Se antes a formação e o currículo eram as prioridades para selecionar um candidato de alta gestão, atualmente os recrutadores buscam a compatibilidade de um profissional com a cultura da empresa e sua habilidade em se conectar de forma autêntica e genuína com as equipes. 

Confira os diferenciais que estão em alta para os cargos de gerência:

Trabalhar com pessoas

É um paradigma do nosso tempo. Se por um lado temos a disposição cada vez mais ferramentas tecnológicas, de outro cresce a necessidade dos profissionais em saber como estabelecer conexões humanas. Os líderes não precisam ser psicólogos, mas além de se relacionar com diferentes perfis, precisam identificar pontos fortes de cada um e saber como extrair o máximo da capacidade de sua equipe para chegar aos melhores resultados. 

Gente como a gente

A figura da liderança onipresente e infalível tem perdido espaço no mercado. Se antigamente admitir um erro ou demonstrar uma fraqueza era sinal de fracasso e incompetência, hoje esses traços são vistos como sinais de humanidade. Eles indicam que o profissional de alta gestão, assim como todos em uma equipe, também passa por dificuldades e precisa superar desafios. Isso aproxima as lideranças e aumenta o poder de conexão com os colaboradores. 

Comunicação e diversidade

“Eu falo a todos da mesma forma, seja o profissional da limpeza ou o presidente da universidade”. A frase de Albert Einstein é um bom exemplo de como um líder técnico também precisa saber como se aproximar das pessoas. No caso, um Executivo deve se comunicar com os mais diferentes perfis que trabalham na empresa. Não apenas no que se refere aos diferentes cargos, mas também às origens e as gerações. Além disso, sua comunicação precisa ser clara e direta. E, neste caso, há um ponto importante para quem trabalha no RH. Um profissional de alta gestão também precisa ter empatia para transmitir uma notícia ruim quando necessário.  Além de não ter sensibilidade, muitos terceirizam a responsabilidade para a área de recursos humanos quando precisam tratar de um assunto difícil. No entanto, o líder que só aparece nos bons momentos se mostra incapaz de cobrar dos outros resiliência nos períodos mais desafiadores. 

Capacidade de adaptação

É fundamental que a liderança tenha firmeza em seus valores e propósitos, mas também possua flexibilidade para mudar de rota quando uma situação inesperada se apresenta. Por exemplo: muitos CEOs que eram contra o home office precisaram rever seus conceitos quando veio a pandemia da Covid-19. Aqueles que se movimentaram mais rápido e criaram um plano dentro do contexto que se impôs tiveram mais facilidade para adaptar suas empresas ao novo cenário e obtiveram uma vantagem competitiva frente à concorrência. 

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