Como ter uma boa política de cargos e salários

Cada vez mais empresas investem em novas experiências, novos benefícios com foco na saúde e bem-estar e na flexibilidade do trabalho. Sem dúvida essas são ações que facilitam a atração e retenção de talentos. 

No entanto, nenhuma dessas iniciativas terá efeito duradouro sem uma política consistente de cargos e salários. É a partir deste plano que se definem as funções, os requisitos e a remuneração dos profissionais. Afinal, além da remuneração, os profissionais também estão de olho nas possibilidades de crescimento e desenvolvimento de carreira. 

Por isso, criamos um passo a passo para que as empresas possam contar com uma estratégia de remuneração consistente. Em um mercado com alta rotatividade, se tornar mais atrativa é garantia de sair na frente da competição por talentos.  

De olho no mercado

Antes de qualquer coisa, é fundamental entender o que acontece no setor e como o mercado enxerga cada uma das funções e especialidades da empresa. Realizar uma pesquisa de salários e benefícios é essencial para saber o ponto de partida de uma política de salários. Mas é importante que as empresas tenham em mente que no Brasil os rendimentos de profissionais mudam de acordo com a região e a área de atuação. Então, procure contar com dados que não sejam genéricos. A grande maioria das pesquisas utiliza por base os grandes centros, como a cidade de São Paulo. Só que em um país tão grande como é o Brasil, as variações acontecem e se a empresa não compreender o seu próprio contexto ela pode desperdiçar oportunidades. 

Cargos: é preciso cuidar de todos os detalhes

Para estabelecer um padrão salarial, é preciso também ter uma estrutura muito bem definida de cargos. É preciso criar um organograma de cada departamento e o desenho dos profissionais necessários para preencher as funções. Contar com uma boa descrição de cargos também é essencial. Não só para definir o salário e os benefícios, mas também para que essas descrições sejam elaboradas de forma que possam atrair os profissionais que se encaixam na cultura organizacional da empresa. Fazer uma análise cuidadosa com as atividades de cada função exige entrevistas, pesquisa e dedicação, mas o retorno é garantido.

Lembre-se: sua empresa é única

A ansiedade para ter uma resposta rápida pode levar ao erro. Muitas vezes, pensando em economizar tempo, as empresas buscam pesquisas, análises e modelos prontos para aplicar em sua estrutura. Porém, muitos dos planos que já foram desenvolvidos podem ser ótimos em outras organizações, mas deixam a desejar para a realidade da sua empresa. Neste caso, é melhor evitar a necessidade de refazer o trabalho. Ao utilizar modelos prontos a empresa vai precisar arcar com o prejuízo em médio e até curto prazo e a solução estará naquilo que poderia ter sido feito antes: a implantação de um modelo próprio, passando por todos os processos necessários para definir uma política de cargos e salários eficiente. 

Vantagens de uma boa política de cargos e salários

Além de aumentar a organização e agilidade das empresas na busca pelos profissionais, uma política de cargos e salários bem-feita traz outros ganhos. Ao estabelecer regras claras, aumenta o engajamento e a motivação dos funcionários para evoluir na empresa. Outro efeito é aumentar o poder da employer branding (marca empregadora), fazendo com que os profissionais considerem a empresa como uma boa opção para suas carreiras. Sem falar, é claro, da importância estratégica que a área de recursos humanos exerce cada vez mais. Uma política de cargos e salários eficiente também permite um melhor planejamento financeiro e facilita a tomada de decisões para o crescimento da empresa. 

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