Por que o feedback é um dos grandes desafios do RH?

A situação a seguir é hipotética, mas casos semelhantes já aconteceram em grandes empresas. Uma profissional está sobrecarregada de trabalho. Em um determinado momento, ela sofre o esgotamento (burnout). Algum tempo depois é afastada ou pede demissão e seu caso vai parar nas redes sociais ou em veículos de mídia. Mesmo com as políticas de conduta bem definidas, ninguém da área do RH sabia da situação daquela profissional até o caso vir a público. 

Este é só um exemplo, mas reflete como o feedback tem sido um dos principais desafios dos líderes de recursos humanos. A falta de conhecimento do que acontece entre os funcionários e as lideranças também pode estar relacionada a processos, condução dos líderes, ambiente de trabalho e outros fatores que impactam no desempenho dos profissionais e, consequentemente, nos resultados das empresas.

No Brasil, a cultura do feedback é um dos principais problemas de gestão. No blog da Pyou, já falamos sobre as diferentes formas de feedback e da importância desse processo nas PME. Agora, vamos trazer alguns pontos que mostram por que esse tema é um obstáculo, mas também uma solução para os profissionais de recursos humanos. 

As mudanças impactaram o feedback

As mudanças causadas pela pandemia contribuíram para dificultar a comunicação entre colaboradores e o departamento de RH. Com o trabalho remoto, “sentir o clima” do ambiente profissional ficou mais complicado e alguns processos também se perderam pelo caminho. Além disso, o RH se tornou muito mais estratégico nas empresas. Os papéis dos profissionais da área sofreram grandes mudanças e, em muitos casos, o gerenciamento do feedback acabou comprometido. Neste contexto, é preciso entender onde estão os gargalos e, se necessário, criar novos processos e abordagens mais assertivas para receber o retorno dos funcionários. 

A verdade, nada mais do que a verdade. Será?

Outro ponto desafiador é conseguir comentários sinceros dos colaboradores. Um estudo realizado por uma empresa americana especializada em recursos humanos, aponta que 72% dos líderes da área não acreditam que recebem feedbacks honestos. Uma das principais razões é o medo de retaliação. É um ciclo vicioso. O funcionário não está habituado ao feedback, por isso não expõe a falta de confiança em seus líderes e, quando é questionado, prefere esconder justamente por não acreditar que está seguro ao emitir sua opinião. Uma das saídas é oferecer canais anônimos para que as pessoas se sintam confortáveis para emitir sua opinião. Muitas vezes, modelos tradicionais de pesquisas de clima acabam apenas reforçando os vieses e não são capazes de identificar onde estão os verdadeiros problemas da organização.  

É hora de incentivar e testar novos modelos

É verdade que não existe uma única forma de gerenciar o feedback capaz de atender as necessidades de todas as empresas. Cada lugar possui uma cultura organizacional específica e os profissionais de RH precisam testar novas formas de engajar os colaboradores no processo. Além de oferecer opções anônimas e canais diferentes – online e offline – para receber os comentários dos trabalhadores, é essencial incentivar conversas sobre o tema entre todas as lideranças e áreas da empresa. Mas lembre-se: toda boa conversa começa com uma escuta atenta. Então, o primeiro passo talvez seja dar abertura para que as pessoas possam trazer opções sobre como elas se sentem mais à vontade para dar sua opinião. Bons processos de feedback podem evitar casos graves de discriminação e assédio no trabalho. E, além de evitar crises, são ótimas ferramentas para corrigir rotas, refazer processos e até para alterar a estrutura da empresa. Sem dúvida, esse é um desafio que, se bem administrado, se transformará em uma vantagem competitiva, com melhores resultados na atração e retenção dos bons profissionais. 

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