Metaverso e o futuro do mercado de trabalho

Você acorda pela manhã, escova os dentes, toma um banho e começa a se arrumar para a reunião de equipe. Só que em vez de abrir um armário para escolher a roupa e depois pegar uma condução, você pode colocar um óculos de realidade virtual e selecionar um modelito feito de pixels para vestir seu avatar. Em alguns minutos você e seus colegas estão conectados na mesma sala da empresa, que fica em um ambiente totalmente digital em 3D. 

A descrição acima parece coisa de filme de ficção, mas muitos especialistas garantem que essa realidade pode estar mais próxima do que imaginamos. O metaverso já se apresenta como uma solução para conectar empresas e profissionais. Embora ainda não saibamos ao certo qual será o caminho, algumas tendências já despontam. 

O que é o metaverso?

O termo não é novo e surgiu ainda na década de 80, na literatura. Embora não seja real, o metaverso simula todos os elementos da realidade em um ambiente digital. Além disso, toda sua estrutura também está no “mundo real”. Para acessar as pessoas usarão tecnologia 3D e, eventualmente, outros equipamentos, mais ou menos como já acontece em alguns jogos eletrônicos. Outro conceito importante é o ‘play-to-earn” em que o modelo de negócio de economia aberta traz benefícios financeiros para quem consegue agregar valor para esse universo. Em vez de apenas assistir, vamos poder participar de tudo que acontece na tela. 

No mercado de trabalho, um futuro não tão distante

A chegada da pandemia forçou uma rápida transformação digital das empresas. Se o home office era ainda uma ideia em discussão, em pouco tempo se tornou necessidade. Agora, com o gradual retorno das atividades, a discussão sobre a relação entre o físico e o digital ganha novo fôlego e o metaverso deve surgir como opção para escritórios, eventos, reuniões e processos seletivos. No entanto, há opiniões divergentes sobre quando ele chegará com força ao mercado de trabalho. Para alguns especialistas, a tecnologia ainda precisa evoluir. Melhorar a experiência, aumentar a segurança das informações e expandir o acesso são alguns dos desafios para os próximos capítulos. Ainda assim, já há processos seletivos acontecendo em protótipos dessa realidade virtual.

Nos setores de educação e consumo, o metaverso é visto com muito otimismo pela possibilidade de criar novas formas de gerar conteúdo, comprar e estabelecer novas formas de interação. Nas empresas, em algum momento, podem oferecer uma opção menos cansativa e estressante para as atuais reuniões “tradicionais” em videoconferência. Mas, claro, tudo depende de como essa tecnologia vai evoluir. Em relação ao processo seletivo e entrevistas, consultores de recursos humanos ainda se dividem. Para muitos é mais uma forma de aproximar profissionais de diferentes regiões, mas há quem enxergue que, para uma entrevista, o metaverso fará com que as pessoas fiquem “escondidas” nos avatares, o que seria o oposto do que se espera em uma conversa para uma oportunidade de emprego, quando os recrutadores desejam conhecer com profundidade quem é o candidato. 

Novas profissões à vista

Como toda nova tecnologia que surge, o metaverso também deverá abrir novas fronteiras no mercado de trabalho. E não é só para profissionais de tecnologia. Designers de moda e estilistas digitais poderão desenvolver as ‘skins’ (roupa dos avatares) e acessórios para que as pessoas “vistam” no mundo virtual, assim como o designer espacial digital, que será responsável pela criação de cenários virtuais. Algumas empresas já se lançaram para registar produtos que podem ser carros, casas, roupas, quadros e outros bens da vida real que também existirão em NFT, muitas vezes também em combinação com experiências e benefícios no “mundo real”.  E, claro, engenheiros de tecnologia de metaverso, especialista em segurança, desenvolvedor de avatares e até diretor/produtor de eventos no metaverso surgem como futuras oportunidades de trabalho. 

Para entender mais sobre o assunto, confira também nosso artigo sobre NFT