Liderança: como desenvolver equipes de alto desempenho

Head, diretor, coordenador, supervisor, gerente. Não importa o cargo, a liderança é uma condição que se impõe em diferentes níveis de experiência. Com as rápidas transformações provocadas pela pandemia, líderes de todas as idades precisaram encarar desafios semelhantes, com obstáculos novos para todos, independentemente do tempo de atividade no mercado. 

Para diversos estudiosos, há necessidades psicológicas em comum para se criar ambientes de alto desempenho em qualquer área de atuação: autonomia, competência e relacionamento. Se sozinhas essas variáveis já eram um desafio, agora elas precisam ser trabalhadas com obstáculos extras como os recentes modelos híbridos estabelecidos, um cenário de incertezas e a instabilidade do mercado de trabalho. Por isso, listamos alguns pontos para que os líderes consigam desenvolver equipes engajadas e produtivas. 

Retenção é prioridade

Nos Estados Unidos, o fenômeno que gerou uma onda massiva de profissionais que pediram demissão ficou conhecido como a Grande Renúncia, que também pode ter reflexos em países como o Brasil. Em muitos casos, o home office aumentou a carga de trabalho, enquanto o cansaço e a pressão contínua por resultados fez com que muita gente abandonasse seu emprego. Por isso, é importante que cada empresa compreenda muito bem as demandas dos profissionais do seu mercado de atuação, tanto em relação a salários quanto a benefícios. Nesse momento, além de coletar dados e feedback dos profissionais, vale se utilizar da empatia para entender de que forma a empresa pode ajudar as pessoas que trabalham lá a produzirem mais, com mais saúde e com possibilidades de crescimento. 

Delegar

Para saber o que está funcionando bem não é necessário o líder gerenciar os detalhes dos processos. Para mostrar que a liderança se preocupa com seus profissionais, delegar responsabilidades é uma boa forma de depositar confiança e criar uma relação mais próxima. Abandonar a sensação de controle total é um enorme desafio para muitos líderes, mas quando se trata de trabalho remoto é melhor se focar nos resultados e metas estabelecidas em vez do microgerenciamento de como elas são feitas no dia a dia. Outro ponto relevante é a comunicação. Ela precisa ser uma via de mão dupla: da mesma forma que é preciso deixar claro a responsabilidade de cada profissional, o líder deve abrir espaço para ouvir, entender as necessidades e deixar quem trabalha confortável para buscar ajuda e orientação. 

Pequenas ações, grandes performances

De acordo com um estudo publicado na Harvard Business Review, há dados curiosos sobre equipes de alto desempenho: um deles é que as pessoas que participam de equipes muito produtivas atendem mais ao telefone do que a média. Embora para muitos as velhas chamadas sejam incômodas, muitas vezes elas são necessárias para solucionar problemas com mais rapidez e, em outros momentos, também servem como forma de estreitar o relacionamento entre as pessoas. Outro ponto essencial e que sempre gera comentários nas redes sociais são as reuniões. Por isso, líderes devem cuidar para que qualquer videoconferência seja estratégica e necessária. Entre outros fatores que contribuem para tornar equipes mais produtivas, o professor PhD de Harvard, Ron Friedman, aponta que times de alto desempenho também falam mais entre eles sobre assuntos não relacionados ao trabalho e costumam dar e receber feedbacks com mais frequência. Além disso, outra característica que pode surpreender muitos gerentes é a de que profissionais que formam equipes de alto rendimento apresentam mais chances de expressar emoções negativas (uma reclamação aqui, outra ali). A explicação técnica para isso é simples: suprimir sentimentos ruins exige muito esforço do cérebro e, quando alguém expressa suas emoções negativas, ela pode usar melhor essa energia mental no trabalho. 

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