Previsão é de alta nas contratações

Para analistas e empresas, 2021 já apresentou sinais de recuperação e com a expectativa de melhora global na economia, tudo indica que 2022 será produtivo e desafiador para o setor de recursos humanos. 

Se o ano passado já houve um crescimento de 40% no setor das consultorias especializadas em recursos humanos, 2022 promete ser ainda mais movimentado para o recrutamento. 

Por isso, é preciso estar de olhos abertos em relação ao contexto em que vivemos porque a oportunidade acompanha novos desafios. Foram muitas as mudanças nos últimos tempos que trazem consequências no mercado de trabalho e outras transformações ainda virão. Cabe aos profissionais da área entender os fatores que levam a esse aquecimento do setor para se planejar e crescer de maneira ágil, inteligente e sustentável.

Gerentes e diretores puxam a fila

Gerentes e diretores impulsionaram o setor de recrutamento no ano passado e devem seguir como um dos fatores responsáveis pelo aumento de contratações em 2022. Mas eles não são os únicos. Cargos de C-level também viram a demanda crescer em 2021 e devem ter procura alta daqui em diante. Nesses cargos, a busca é por profissionais capazes de transformar os negócios das organizações, com segurança para lidar de forma ágil em momentos de incertezas. 

A tecnologia, mas não só ela

A digitalização das empresas também traz gás para o aquecimento do setor. Profissionais da área de tecnologia são cada vez mais buscados pelas empresas e com a consolidação dos modelos de trabalho remoto, essa procura deve crescer ainda mais. Na lista divulgada pelo LinkedIn, com os 25 empregos em alta no país, o setor de tecnologia da informação é o carro-chefe, seguido pelas áreas de negócio e saúde. Mas o movimento do mercado de trabalho também aponta aumento dos processos de seleção em outros setores como o varejo, que viu as vendas aumentarem acima das previsões. Os setores de serviços e a indústria também devem puxar novas contratações. De acordo com o Observatório PUC-Campinas, ambos cresceram por três meses seguidos em um grupo de 20 cidades do país. Informação, comunicação e atividades financeiras aparecem entre os mais fortes na geração de empregos. Um exemplo da influência da pandemia no movimento de contratações é na área de logística, que tem se expandido graças ao crescimento do e-commerce. 

Turnover deve continuar intenso

Outro fator que acelera os serviços de recrutamento e também se impõe como desafio para as empresas é o crescimento do índice de rotatividade. Estudo publicado pelo LinkedIn em dezembro de 2021 mostra que 49% dos brasileiros consideram trocar de emprego este ano. Há alguns componentes para isso e, dentre eles, está a possibilidade ou a manutenção de novos modelos de trabalho. De acordo com a consultoria Gartner, um terço dos profissionais pode abandonar seu trabalho caso seja necessária a presença nos escritórios em todos os dias da semana. Nos cargos de liderança, o fenômeno se repete e, dentre as razões listadas, estão: a remuneração competitiva, contratos mais flexíveis, além de oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento de carreira. 

Desafios para a contratação

Neste cenário promissor, mas sujeito a muitas variações fica uma certeza: a busca por profissionais com boa qualificação segue intensa em um mercado com muita oferta. A competição por talentos exige cada vez mais uma boa estratégia e uma pesquisa proativa por parte das empresas. Além disso, a necessidade de uma seleção assertiva, mas que consiga preencher as vagas com rapidez se mantém como importante diferencial competitivo. Afinal, o momento mostra que os trabalhadores selecionam com muito mais critérios as vagas que desejam.