Burnout é doença do trabalho. O que isso significa?

Desde 1º de janeiro de 2022 entrou em vigor a nova classificação internacional de doenças (CID-11) da Organização Mundial de Saúde (OMS). Nela, a Síndrome de Burnout está reconhecida como uma doença ligada ao trabalho

Nos últimos tempos, principalmente no período de isolamento da pandemia, a saúde mental se tornou uma preocupação global no mercado de trabalho. No Brasil, o problema ainda é mais grave, já que de acordo com a ISMA (International Stress Management Association), o país é o segundo com mais trabalhadores que sofrem com o burnout. 

Mais do que uma nova abordagem, a nova diretriz vai trazer novos paradigmas para as empresas em relação ao bem-estar emocional dos seus profissionais. 

Equilíbrio vida e trabalho

Pesquisas, como a realizada pelo Instituto Kronos, indicam que os principais fatores para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout são excesso de trabalho, gestão fraca, remuneração injusta e ambiente de trabalho negativo. Dessa forma, cada vez mais as empresas e os líderes deverão olhar com atenção para a forma que se relacionam com seus colaboradores. Além do salário, profissionais estão cada vez mais preocupados com propósito, desenvolvimento de carreira, segurança profissional e a possibilidade de conciliar suas atividades pessoais e profissionais.  

Novos benefícios e ferramentas

Outra consequência é o surgimento de novas modalidades de atração e retenção de talentos. Aplicativos e plataformas de acesso a profissionais de saúde como psicólogos e psiquiátricas são uma das possibilidades. Benefícios de atividades físicas, de relaxamento e lazer também devem entrar na lista de prioridades. Inclusive, a tendência é de que os cuidados com a saúde mental, aos poucos, deixem de ser um benefício extra, assim como aconteceu com o home office, quando o trabalho remoto se espalhou em larga escala. 

Humanização

Outra mudança está na abordagem profissional das empresas com seus funcionários e candidatos. Cada vez mais, é preciso levar em conta as questões humanas para atrair e recrutar os melhores talentos. Por isso, é fundamental mostrar essas preocupações já nos processos seletivos, contando com equipes de recursos humanos que priorizem o relacionamento interpessoal e as necessidades dos candidatos. Para os líderes também é importante que exista uma revisão dos métodos de avaliação e de execução de tarefas. Em muitos casos, será preciso mudar o estilo de trabalho para que a busca por resultados não se dê a custo do esgotamento mental das pessoas. Uma marca que ignore as preocupações com a saúde mental tende a passar por um processo de degradação da imagem no mercado, dificultando cada vez mais a busca pelos melhores talentos. 

A transformação começa com a cultura da empresa

Se o profissional não consegue entregar suas tarefas no tempo de trabalho disponível alguma coisa está errada: ou há sobrecarga ou há ineficiência. Por isso, o primeiro ponto é as empresas compreenderem que trabalhar demais não é sinônimo de produtividade. Se um funcionário começa a fazer hora extra com frequência é bom olhar mais de perto para entender o que está acontecendo. Com a mudança para o home office este equilíbrio se tornou uma preocupação ainda mais relevante porque muitas pessoas passaram a trabalhar mais e, muitas vezes, não respeitar as pausas para almoço, por exemplo. Além disso, é necessário fortalecer o posicionamento das marcas para mostrar a preocupação com um ambiente de trabalho mais saudável e equilibrado e trazer essa mensagem desde o primeiro contato com seus candidatos. Para empresas que procuram profissionais fora de suas fronteiras a atenção precisa ser igual, com olhar cuidadoso para a cultura profissional da região de origem do candidato.  

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