Flexibilidade é a palavra de ordem. Confira algumas mudanças que ela trará para os recursos humanos

Ainda em 2020, uma pesquisa feita pela Oxford Economics e pela Society of Human Resources Management (SHRM) apontou que mais da metade dos líderes de recursos humanos em todo o mundo já esperavam que a pandemia da Covid-19 aumentasse ainda mais a flexibilidade do trabalho.

O estudo também indicou uma consequência desta transformação: 75% das empresas afirmaram que a flexibilidade é essencial para atrair e reter talentos. Ou seja, mesmo com o fim da pandemia, a tendência do “trabalho em qualquer lugar” não deverá desaparecer. A diferença é que em vez do profissional ficar apenas isolado em casa, ele poderá trabalhar em outros espaços como cafés, coworking ou bibliotecas.

Mas como toda mudança, a flexibilidade no trabalho exige adaptação. Afinal, ela existe para conciliar as necessidades dos profissionais com os objetivos das empresas. 

Empresas: um grande desafio pela frente…

Há critérios técnicos que uma empresa precisa cuidar para se ajustar à flexibilidade. O principal deles é como lidar com a informação. A gestão e segurança dos dados de uma companhia não podem ser prejudicados pelo distanciamento dos profissionais. No Brasil, o uso de serviços de nuvem cresceram em empresas de todos os portes e devem aumentar ainda mais. 

Outro ponto fundamental está na cultura organizacional. Para muitas empresas, oferecer flexibilidade para seus funcionários era algo impensado até pouco tempo atrás. No entanto, a necessidade de atrair os melhores talentos tende a mudar essa visão até das companhias mais tradicionais.

Por isso, é bom entender que a flexibilidade abrange diferentes aspectos que vão desde a renegociação de jornadas de trabalho menos rígidas, folgas e horários livres, e ainda novos benefícios que podem ser decisivos na hora do candidato escolher uma vaga. 

… e uma enorme oportunidade

Assim como empresas que já ofereciam alguma flexibilidade para seus funcionários tiveram mais facilidade para se adaptar ao “novo normal” imposto pela pandemia, aquelas que se adequarem mais rápido a essas novas necessidades do mercado de trabalho também deverão ter muito mais chance de atrair e reter os melhores talentos. 

É hora de olhar com atenção para onde direcionar os investimentos. Novas tecnologias de suporte e de colaboração das equipes devem ter um foco cada vez maior. Também não é possível apenas considerar critérios técnicos para os candidatos. É necessário investir em profissionais com habilidades híbridas, que possam dominar a técnica e também contar com qualidades comportamentais que facilitem, por exemplo, a comunicação e o trabalho em equipe. 

Ainda que um salário competitivo continue imprescindível para atrair e reter talentos, é preciso desenvolver um novo olhar para os benefícios. Afinal, se os limites geográficos se tornam questões de segunda ordem, o Vale Transporte vai perder espaço para um “Auxílio Internet”. Algumas empresas já optam por uma flexibilização dos benefícios, quando o próprio colaborador escolhe aqueles que são mais atrativos para o seu perfil. 

E se flexibilidade é a palavra de ordem, é bom prestar atenção porque novas urgências e necessidades devem surgir e, quem conseguir se ajustar mais rápido e com mais eficiência, ganhará muito mais competitividade. 

Para receber mais dicas siga nossas páginas no Instagram e no LinkedIn